Por que não usar IA na redacção de artigos
Publicar um texto é sempre bom, publicar um bom texto é melhor ainda, mas publicar um texto impactante e insightful é fantástico. Mas o texto feito é resultado de um processo muitas vezes longo e…
Publicar um texto é sempre bom, publicar um bom texto é melhor ainda, mas publicar um texto impactante e insightful é fantástico.
Mas o texto feito é resultado de um processo muitas vezes longo e processo. São várias idas e vindas, palavras que se riscam ou apagam. Quando se escreve para um público imagina-se esse público: quem vai ler, o que vai pensar sobre o texto e sobre o autor.
São várias inseguranças que surgem como desafios para quem escreve. E neste contexto a inteligência artificial surge como um verdadeiro artifício mágico que em segundos consegue gerar um texto que um autor humano levarias horas ou mesmo dias.
E é uma solução boa: concordância, coerência, semântica e todas as outras nuances estilísticas se gramaticais serão observadas pelo texto de inteligência artificial. O texto vem completo e pronto. Podemos notar que falta um pouco de perspectiva técnica ou uma pitada de humor, mas isso se resolve com um prompt simples e assim o texto vai se costurando.
Por vezes ainda levamos meia hora a aperfeiçoar o texto através de prompts mais ou menos eficazes e funcionais. Mas o grande problema é quando fechamos o nosso texto de IA, abrimos outros publicamos por outros escritores de IA e notamos que, na verdade, escrevemos os mesmos textos.
O texto gerado por inteligência artificial pode até ser tecnicamente bom, mas não tem espírito, não tem veia, nem sotaque, é um amontoado de palavras. Não são poucas as vezes em que escutamos discursos, mensagens fúnebres ou artigos no LinkedIn com a mesma estrutura, mesmas palavras, mesmos exemplos.
Parece que a tentação do uso da inteligência artificial na comunicação não se adstringe apenas ao acto de escrever, mas é precisamente o acto e o pensamento por detrás da comunicação que se afectou sobremodo com o uso errático de IA.
Quando escrevemos e publicamos um texto o foco central é causar um sentimento ou pensamento no leitor, que por seu turno, é humano. Como dissemos mais acima neste artigo, quando escrevemos um texto, pensamos no leitor: o que pensará, o que fará, o que sentirá, etc., e disto não nos devemos perder.
Escrever é causar, é despertar alguma coisa no outro humano. A inteligência artificial não tem muito sucesso quando o assunto é atingir o outro humano. A inteligência artificial na geração de artigos deve assumir o papel de instrumento porque os prompts não tem alma nem entusiamo, nem paixão. Nas áreas de comunicação de produtos, variando desde a informática ao design, habituámo-nos a expressões como user experience como foco de um produto que se lança ao mercado. É também muito útil e urgente começarmos a pensar e executar reader experience, pois o texto com a nossa assinatura leva o nosso sotaque, os nossos trejeitos e o nosso ADN. É como seremos lembrados.embrados.