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O processo de uma marca

Os arqueólogos identificam, nomeiam e caracterizam uma sociedade ou cultura inteira através de pedaços de vasos ou planos de habitações e arruamentos que estejam repetidos. A ideia é que se os utensílios se repetem, então…

redaccaoisildo3 min

Os arqueólogos identificam, nomeiam e caracterizam uma sociedade ou cultura inteira através de pedaços de vasos ou planos de habitações e arruamentos que estejam repetidos. A ideia é que se os utensílios se repetem, então resultam de processos comuns. Mas os objectos acima do comum, da média são aqueles que demarcam a os indivíduos incomuns dos comuns.

Hierarquia, liderança, ambição e privilégio costumam ser factores de diferença em qualquer contexto social. E isso não é mau, aliás, é muito bom. Os grupos de actuação profissional, cultural ou quaisquer que sejam formam sempre, ainda que involuntariamente, tribos que se reconhecem através de usos de objectos e utensílios, locais frequentados, etc., e muitas vezes esse reconhecimento mútuo já por si constitui um ganho.

Este é o mesmo campo de indivíduos eu se reconhecem e formam uma sociedade que os arqueólogos identificam. Muitos profissionais planeiam os seus sonhos e projectos num conceito de sucesso que consiste em fazer parte da tribo. Pode ser exemplo o advogado que quer ser inscrito na Ordem, o publicitário que quer ser identificado como funcionário de agência, etc.

As tribos profissionais são espaços não só de reconhecimento mútuo, mas também de condicionamento individual. Os membros da tribo de escritores conversam ao estilo mais rebuscado, os advogados interagem através de códigos próprios que incluem palavras em latim, ou os economistas e gestores empresariais transformam tudo em números. O espaço interior de cada indivíduo parece adaptar-se para pertencer à tribo e à sua cultura. Nestes espaços a marca constrói-se de forma colectiva: a marca dos escritores, a marca dos arquitectos ou dos publicitários.

Hierarquia, liderança, ambição e privilégio… estas palavras de novo. São as que marcam quem se arrisca e procuram construir a própria marca. Chegamos agora à nova etapa de construção de marcas. Aqui já não se trata de fazer parte de uma tribo, é mais sobre olhar-se a si próprio, conhecer as suas forças, chamar as suas próprias ambições de tu e propor-se a realizá-las. Aqui começamos a ver o escritor que explora mais do mundo para explorar mais das palavras, vemos o advogado que não se deixa caber nas togas e cria conteúdo de alta qualidade na internet ou entra activamente em debates na TV ou rádio.

A marca pessoal é construída sob a forma de autoridade. Construir a marca é decidir entre ir adiante ou ser mais um. A história costuma mostrar que os que se destacam em qualquer sociedade enfrentam guerras e conflitos que muitas vezes são internos. Tal como os conflitos que enfrenta quem decide ir a diante.

A marca de valor e elevação não se constrói unicamente no brio profissional ou na capacidade de lidar com conflitos. Ela molda-se na forma como lidamos com os mistérios internos. Por isso não importa quanto se lê a história de Steve Jobs ou  ou Aliko Dangote. Quando a marca pessoal não é sobre si, sobre a pessoa, o que se inicia é performance, é actuação.

O primeiro passo é entrar no clube, tornar-se membro da tribo. O segundo é entender as dinâmicas da tribo, ver a sua direcção e todas as possibilidades que se abrem, para depois disso, construir o próprio caminho. Conte-me as suas ideias e veja como posso eu ajudar a construir o seu caminho através da escrita. Preencha o formulário e eu respondo em até 24 horas.

Próximo passo

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Conte-nos o que tem em mãos — uma ideia ainda solta, um livro por escrever, um posicionamento por afinar. Respondemos em 48 horas, em português ou inglês.